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Caso de tortura contra bebê de 1 ano em São João da Boa Vista ganha repercussão nacional

Mãe e padrasto estão presos temporariamente por suspeita de tentativa de homicídio e maus-tratos; investigação revelou mensagens trocadas pelo casal e diversos objetos apreendidos.

Caso de tortura contra bebê de 1 ano em São João da Boa Vista ganha repercussão nacional
Caso de tortura contra bebê de 1 ano em São João da Boa Vista ganha repercussão nacional (Foto: Reprodução)

Um dos casos de violência infantil mais graves registrados recentemente em São João da Boa Vista ultrapassou as fronteiras regionais e ganhou destaque na imprensa de todo o país. A investigação que aponta uma mãe de 20 anos e o padrasto de 33 como suspeitos de tortura e tentativa de homicídio contra um bebê de apenas 1 ano passou a ser veiculada por grandes portais nacionais de notícias e programas de televisão.


O caso começou a ser apurado após a criança dar entrada no hospital, em junho, com traumatismo craniano grave. Na ocasião, o casal alegou que o menino havia sofrido uma queda da cama, mas os laudos médicos contestaram a versão, apontando lesões incompatíveis com um acidente doméstico. O bebê precisou passar cerca de um mês internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e atualmente encontra-se sob os cuidados do pai biológico.


Provas e mensagens chocantes


As investigações avançaram com a perícia e extração de dados dos celulares apreendidos. Conforme detalhado pelo delegado responsável pela Central de Polícia Judiciária, Dr. Fabiano Antunes de Almeida, as conversas indicam a rotina de agressões. Em um dos trechos, o padrasto teria orientado a mãe a afundar o rosto da criança em uma bacia com água quente de forma repetida.


A Polícia Civil apura a prática de diversos atos graves de violência, que incluem sufocamento, submersão em água, agressões com colher de madeira, privação de sono, isolamento no banheiro, caminhadas forçadas de madrugada e ministração de medicamentos controlados.


Durante as buscas na residência, os policiais apreenderam uma bacia plástica, medicamentos, aparelhos celulares, uma máquina de choque, algemas, uma réplica de arma de fogo e uma colher de madeira. Todos os materiais foram incorporados ao inquérito policial, que segue em andamento para detalhar e individualizar a responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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